Bicho

Bicho-mineiro

Leucoptera coffeella

Principal praga do cafeeiro, pode reduzir a produtividade em até 72%. O controle é preventivo, por meio de inseticida e fungicida sistêmicos.

Descrição e biologia

É a principal praga do cafeeiro no Brasil. Os adultos são mariposinhas de coloração geral prateada, com 6,5 mm de envergadura. Apresentam hábitos crepuscular-noturnos. O inseto sofre metamorfose completa, passando pelas fases de ovo, lagarta, crisálida e adulta. As fêmeas adultas colocam ovos isoladamente na página superior das folhas. Após 5 a 21 dias, eclodem as lagartinhas que penetram diretamente na folha, minando-as ao se alimentarem. Essa fase pode durar 40 dias, dependendo do clima. Após a fase de lagarta, quando mede 3,5mm de comprimento, abandona a lesão (ou mina) e transforma-se em crisálida, construindo um casulo de seda em forma de X. Após 5 a 26 dias, emerge o adulto. O ciclo evolutivo varia de 19 a 87 dias, de acordo com as condições climáticas. No Sul de Minas Gerais, seu ciclo é maior, com infestações menores. Nos cultivos de clima quente o ciclo é menor e as infestações maiores.

 

Sintomas e danos

Os sintomas nas lavouras podem ser observados pela presença de folhas minadas nos cafeeiros. As folhas minadas resultantes do ataque das lagartas do bicho-mineiro caem a partir do terço superior do cafeeiro, local mais infestado, podendo reduzir a produção em até 72%, dependendo da intensidade de infestação (desfolha). No Sul de Minas, de clima mais ameno, a maior infestação ocorre no período seco do ano, de agosto a outubro. Nas regiões de clima quente, favoráveis ao inseto, ocorrem dois picos: abril/maio e agosto/outubro.

 

Controle

O controle do bicho-mineiro é preventivo. O controle padrão é feito por meio da aplicação sequencial de um inseticida sistêmico nas formulações granulada (GR) ou de grânulos dispersíveis em água (WG) em outubro/novembro, em mistura com um fungicida também sistêmico (controle da ferrugem) nas mesmas formulações, complementado em fevereiro com um inseticida também sistêmico, GR ou WG. Para a formulação GR, a aplicação é feita em dois sulcos na projeção da copa. Para a formulação WG, a aplicação pode ser feita em drench (esguicho) no colo do cafeeiro, em filete contínuo no solo, sob os cafeeiros na linha de plantio e também na água de irrigação (lepa ou gotejo). A formulação WG é superior à granulada (GR), considerando os aspectos de praticidade (facilidade de aplicação) e melhor distribuição do produto. No período de julho a setembro pode ser necessário realizar a pulverização complementar com inseticidas recomendados para tal, caso forem encontradas de 20 a 30%, ou mais, de folhas minadas no terço superior dos cafeeiros. O controle químico visa preservar o enfolhamento do cafeeiro até a época das floradas, para que haja vingamento normal de frutos da nova safra.

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PRODUTOS

A Syngenta dispõe de um conjunto de medidas que entrega os melhores resultados para o combate dos principais alvos da cafeicultura, como bicho-mineiro, cigarra e broca-do-cafeeiro. Café Forte Xtra apresenta um amplo portfólio de soluções para cada etapa do ciclo produtivo, proporcionando produtividade, segurança e inovação.

Herbicida não seletivo. Indicado para culturas como soja, milho, café, cana-de-açúcar, algodão e trigo. Controla diversas plantas daninhas, como buva, capins e carurus.

Inseticida fisiológico, de contato e ingestão. Recomendado para utilização em plantios de soja e café. Controla pragas como lagartas, ácaro-vermelho e bicho-mineiro.

Fungicida de contato e sistêmico. Eficaz em culturas de soja, milho, café, cana-de-açúcar, algodão e trigo. Controla doenças como uma variedade de ferrugens e manchas.